quarta-feira, 13 de junho de 2007

Poder nas Organizações

As organizações, ou podemos dizer ainda, as associações com objetivos definidos, vem deixando suas estruturas rígidas de lado e indo em caminho de uma visão chamada sistêmica, onde o controle não é a melhor forma de administrar, mas sim a colaboração e o diálogo. Neste ponto, o poder entra e deve ser visto como uma possibilidade de estar em posição privilegiada em relação a um determinado grupo. Segundo Robert Henry Srour, este poder é a capacidade que as pessoas tem de intervir sobre a vontade ou interesses de outras pessoas. É uma relação social que reúne agentes com interesses conflitantes. É a capacidade de coagir ou estabelecer domínio sobre outras pessoas. É uma questão de dominação e sujeição. No entanto, todos possuem um contra poder, mantendo-se assim uma relação de forças.

Estes meios de controle podem ser no âmbito econômico, político ou simbólico. No caso do econômico temos este poder através de benefícios pontuais gerados pelo trabalho que trazem a obediência, porém ele tende a se esgotar pelo uso e deve ser sempre renovado. No controle pelo âmbito político as vontades prevalecem e a obediência é ganha pela vulnerabilidade das pessoas que necessitam se satisfazer. É aqui que se medem as forças, não basta mandar, mas sim ser um líder. No âmbito simbólico ou das consciências a busca é pela inculcas culturais, para satisfação das expectativas tanto dos emissores quanto dos receptores.

Ainda de acordo com Srour e outros autores baseados na sua obra, as formas de poder podem ser exercidas através da coerção, da administração, do julgamento e da deliberação. A coerção pode ser usada como uma forma compensatória, ou seja, as responsabilidades são atribuídas sem um certo grau de autoridade e recursos para garantir esta influência. Esta questão da autoridade, se política, é dada pelo proprietário da empresa, se profissional, é conquistada através de uma titulação e se moral, pela sua afinidade e liderança.

Contudo, autores como Ana Chamelete, trazem a questão dos poderes de recompensa, o legitimado, da persuasão, entre outros. Este último trata de um poder pessoal que traz a capacidade do profissional em envolver e seduzir as outras pessoas com sua qualificação pessoal e domínio do assunto. O poder de recompensa admite trocas durante as negociações, são concessões mútuas para ficar bom para ambos os lados. Já o poder legitimado é aquele conquistado por sua posição dentro da hierarquia formal da empresa. Portanto, são muitos os conceitos de poder dentro das organizações, mas ao meu ver, visando sempre o benefício de um sujeito em detrimento do outro.

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