terça-feira, 12 de junho de 2007

Cultura Organizacional

Os estudos sobre a importância de se analisar a cultura das organizações, ganharam destaque a partir da década de 80, e se acentuaram nas últimas décadas, devido às necessidades sentidas pelas empresas em se adaptar às mudanças, trazidas pela inovação tecnológica, abertura dos mercados, aumento da competitividade e maior conscientização dos consumidores. Impulsionado, principalmente, pelo sucesso dos produtos japoneses, os países industrializados passaram a se questionar em relação as variáveis de sucesso do modelo japonês. Entre diversos fatores estava a questão cultural em relação ao modo produtivo, onde o envolvimento e compromisso do funcionário com o processo de trabalho era mais presente do que no modelo de gestão ocidental (europeu e americano), caracterizando uma administração mais participativa.

Inicialmente considerada como modismo da administração, a cultura organizacional, hoje, é analisada como uma ferramenta para condução de processos de mudança, diagnósticos e soluções de problemas que fazem parte do cenário empresarial. Inúmeros conceitos circulam na literatura sobre cultura, porém Edgar Schein formulou um dos mais influentes conceitos sobre cultura organizacional. Em sua definição cultura é resultado do “conjunto de crenças básicas que o grupo inventou, descobriu ou desenvolveu como aprendizado aos problemas provenientes de adaptação externa ou integração interna, e que tem apresentado resultados favoráveis para serem considerados válidos e, além disso, são ensinados aos novos membros como o modo correto de perceber, pensar e sentir a relação com esses problemas.” Nas empresas a cultura é aprendida, transmitida e partilhada, resulta de um aprendizado socialmente condicionado.

Para as organizações a socialização, ou seja, o processo de aprendizagem e internalização de normas culturais é a forma mais efetiva de aprendizagem. É através das estratégias de integração que os novos membros incorporam os valores e normas de comportamento esperados, tornando-se produtos do meio sociocultural em que estão inseridos. A cultura é transmitida a medida que as pessoas aprendem os valores, crenças, percepções e idéias, e tudo isso passa a ser reconhecido como natural e normal.

A cultura organizacional exprime, então, a identidade das organizações, construída ao longo do tempo, e constitui sistemas de referencias simbólicas que procura unir todos os membros em torno dos mesmo objetivos e do mesmo modo de agir. Sem referências próprias as organizações ficaram sujeitas as convicções individuais diante de situações novas e certamente sofreria prejuízos dada a disparidade de procedimentos e orientações. Ao surgirem novas situações não previstas pela normas vigentes, a cultura organizacional aparece como um recurso vital, pois seus valores, crenças, percepções conferem orientação e consistência às decisões e ações.

Referências Bibliográficas:

SROUR, Robert Henry. Poder, Cultura e Ética nas Organizações. RJ: Campus, 1998, p. 174-179.

QUINTELLA, Heitor L. de M.; SOUZA, Levi P. Cultura de Negócios: Nova Perspectiva dos Estudos sobre o Comportamento Organizacional. ADM Made, Ano 2, Nº 3. Disponível em:<
http://www.estacio.br/revistamade/03/artigo6.asp,> Acesso em: 11 jun. 2007.

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